2012
17.01

Decorreu no passado fim-de-semana, na capital francesa, uma das mais emblemáticas provas mundiais: O Open de Paris. O AKM participou com uma comitiva de 4 atletas e um treinador, tendo alcançado um lugar de relevo com a 9º posição de Catarina Vilhena.

 

De salientar a estreia de Rita Neves em competições internacionais, ao invés de Miguel Basto, Catarina Vilhena e Joana Mota que já tinham participado neste evento em anos anteriores.

A prova do AKM desenrolou-se inteiramente no sábado com os nossos kateiros a abrirem os tatamis logo pela manha. O escalão da Joana e da Rita apresentou um nível de competitividade soberbo, com a presença de 77 atletas, o que não amedrontou as nossas competidoras. A primeira foi a Rita que defrontou uma atleta americana, já sénior e com um currículo espantoso, mas ainda assim a nossa kateira conseguiu uma bandeira a seu favor. A Joaninha, depois de ter um bye, conseguiu passar mais um encontro, perdendo somente na terceira volta com a atleta da casa que conseguiu um terceiro lugar. Já o Miguel também teve um bye na primeira eliminatória e encontrou na segunda um atleta francês, que viria mais tarde a disputar a final da pool. Não se deixando intimidar, o nosso guerreiro fez uma kata espantosa que levou a uma decisão muito renhida por parte da arbitragem. O Miguel perdeu por 3-2, era só mais uma! ;)

 

De tarde, veio a Catarina, no escalão de -68kg, com 43 atletas pela frente. A kumiteira passou dois combates, perdendo no terceiro encontro com a atleta alemã que viria a vencer a prova. A Catarina teve mais uma oportunidade de competir, mas infelizmente perdeu no primeiro combate das repescagens. Contudo, a atleta conseguiu um nono lugar, posicionando-se agora entre as dez primeiras do ranking mundial.

No final do dia só restava um sentimento de cansaço, mas de dever cumprido. Todos os atletas tiveram uma atitude guerreira e digna de pertencerem ao Karaté Mundial. Acima de tudo, a participação numa competição de um nível estrondoso deve servir para evoluir. Todo o ambiente dentro do Stade Pierre de Coubertin , desde a presença de alguns dos melhores atletas do mundo até ao sistema de arbitragem, é uma oportunidade de progresso para os nossos jovens pupilos. Certamente que toda a equipa regressa a Portugal com uma maior ânsia de treinar e com uma perspectiva diferente e mais abrangente sobre a competição mundial.
Aos nossos atletas, um enorme parabéns!

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